DP recomenda antecipar operação baixas temperaturas na capital

24/03/2020 às 15:05
por Angela Ruiz

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Veja para quando está sendo prevista a primeira onda de frio

A população da Grande São Paulo e do estado de SP de forma geral, vem sentindo a as noites mais frias na primeira semana do outono. A presença de uma massa de ar seco sobre o estado reduziu a nebulosidade e, isto tem refletido na temperatura da madrugada. A falta de nuvens ajuda a esfriar a o ar.

 

Por enquanto,  o resfriamento foi suave.  Mesmo assim, muita gente já sentiu necessidade de dormir com um cobertor leve nos últimos dias. De acordo com os meteorologistas da Climatempo, os paulistas vão continuar sentido só o friozinho leve. Não há previsão de frio intenso em abril.

 

Primeira onda de frio

 

A população de São Paulo e os agentes públicos da capital paulista que trabalham durante a quarentena e em todo o período da Pandemia do Coronavírus devem ficar atentos com a previsão do tempo. "A primeira onda de frio forte está sendo esperada para o início do mês de maio", comenta a meteorologista da Climatempo Josélia Pegorim.

 

Operação baixas temperaturas na capital

 

A Defensoria Pública de São Paulo e a DPU (Defensoria Pública da União) formularam ofício ao município e ao estado de São Paulo em que recomendam medidas urgentes de proteção a pessoas em situação de rua frente à pandemia do coronavírus.

 

Com notícias de que nas próximas semanas há possibilidade de queda drástica da temperatura, as Defensorias recomendaram que o poder público antecipe a Operação Baixas Temperaturas, de modo a intensificar as abordagens sociais e de saúde, além de ampliar o número de vagas nos equipamentos socioassistenciais.

 

No documento, as Defensorias estadual e da União expressam preocupação de que haja garantia de fornecimento de água, álcool gel e máscaras, assim como espaços para alojamento e higienização (banho e lavagem das mãos). Entre as recomendações está a concessão de aluguel social e a destinação de equipamentos públicos ociosos para o acolhimento emergencial, caso haja sobrecarga nos equipamentos destinados ao acolhimento de pessoas em situação de rua.

 

No ofício, elaborado pelo Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria de SP e pela Defensoria Regional de Direitos Humanos da DPU, os Defensores pedem que, ainda que haja redução do número de pessoas por quarto, ou nos locais de habitação coletiva, seja garantida vaga fixa e uma distância adequada entre as camas, a partir de recomendações dos órgãos de saúde.

 

Segundo dados do último censo, a população de rua na cidade de São Paulo saltou de 15.905, em 2015, para 24.344 em 2019 - um aumento de 53% no período. Do total da população de rua, 11.693 estão acolhidos em centros de atendimento municipais e mais 12.651 vivem realmente nas ruas da capital, sendo que existem cerca de 17 mil vagas disponíveis em centro de acolhida da prefeitura da capital.

 

Outra preocupação está no fato de que muitas pessoas em situação de rua têm doenças pré-existentes e estão no grupo de risco do novo coronavírus. O fechamento de espaços públicos também motivou a recomendação de disponibilização imediata de pontos de água potável em logradouros públicos, considerando que a população de rua tem dificuldade de acesso à água até mesmo para higiene pessoal.

 

Foto: Philippe Peinhopf de Paula - SP - SP

 

Escute aqui o Podcast Clima entre Nós. O podcast traz a análise dos meteorologistas sobre o Outono   

 

 

Quando chega o frio?

 

Veja abaixo o vídeo da análise climática do Outono para a Região Sudeste

 

 

 

 

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